CAPÍTULO 3 – ARRITMIAS CARDÍACAS

Ritmo Sinusal Normal

É quando o impulso elétrico começa num ritmo e freqüência sincronizados no nódulo sinusial e faz seu trajeto por sua via de condução normal. Brunner & Suddarth (2005, v.1, p.726) descreve: “- Frequência atrial e ventricular: 60 a 100 no adulto;  Ritmos atrial e ventricular: Regulares;  Formato e duração do QRS: Usualmente normais, mas podem ser regularmente anormais; Onda P sempre normal e consistente; sempre na frente do QRS;  Intervalo PR: Intervalo consistente entre 0,12 e 0,20 segundos; Relação P: QRS: 1: 1”.

Fig. 4; Demonstração Do Ritmo Sinusal Normal.

Bradicardia SINUSAL

Ocorre quando o nódulo sinusal cria um impulso em uma frequência menor que a normal. Brunner & Suddarth (2005, v.1, p.726) descreve: “Freqüência ventricular e atrial: menos de 60 no adulto; Ritmos ventriculares e atrial: Regulares; Formato e duração do QRS: Geralmente normais, porém podem estar regularmente anormais; Onda P: Formato normal e consistente; sempre na frente do QRS; Intervalo PR: Intervalo consistente entre 0,12 e 0,20 segundo; Relação P: QRS: 1: 1”.

Fig. 5; Demonstração da Bradicardia Sinusal.

Taquicardia Sinusal

O nódulo sinusal cria um impulso em uma frequência mais rápida que o normal. Brunner & Suddarth (2005, v.1, p.726) descreve: “Freqüência ventricular e atrial: Maiores que 100 no adulto; Ritmos ventriculares e atrial: Regulares; Formato e duração do QRS: Usualmente normais, mas podem ser regularmente anormais; Onda P: Formato normal e consistente; sempre na frente do QRS, mas pode estar mesclado na onda T anterior; Intervalo PR: Intervalo consistente entre 0,12 e 0,20 segundo; Relação P: QRS: 1: 1”.

Fig. 6 ; Demonstração de Taquicardia sinusal

Arritmia Sinusal

Acontece quando o nódulo sinusal cria um impulso em um ritmo irregular; a frequência geralmente aumenta com a inspiração e diminui com a expiração. Brunner & Suddarth (2005, v.1, p.727) descreve: “Freqüência ventricular e atrial: de 60 a 100 no adulto; Ritmos ventriculares e atrial: Irregulares; Formato e duração do QRS:   Usualmente normais, mas podem ser regularmente anormais; Onda P: Formato normal e consistente; sempre na frente do QRS; Intervalo PR: Intervalo consistente entre 0,12 e 0,20 segundo; Relação P: QRS: 1: 1”.

Fig. 7, demonstração da Arritmia Sinusal.

Flutter Atrial

Ocorre no átrio e cria impulsos numa freqüência atrial entre 250 á 400 vezes por minuto. Sendo a freqüência atrial mais rápida do que a que o nódulo Átrio ventricular pode conduzir, nem todos os impulsos atriais são conduzidos para o ventrículo, desencadeando um bloqueio terapêutico no nódulo átrio ventriculares. Brunner & Suddarth (2005, v.1, p.729) descreve: “Freqüência ventricular e atrial: a freqüência atrial varia entre 250 e 400, já a ventricular fica geralmente entre 75 e 150; Ritmos ventriculares e atrial: ritmo atrial regular, e o ventricular geralmente é regular, podendo ser irregular pela alteração na condução AV; Formato e duração do QRS: Usualmente normais, mas podem ser anormais ou estarem ausentes; Onda P: Formato em dente de serra, e são referidas como onda F; as múltiplas ondas F dificultam a determinação do intervalo PR; Relação P: QRS: 2: 1,3: 1, ou 4: 1”.

Fig 8 Flutter Atrial

Fibrilação Atrial

Causa uma contração rápida, desorganizada e descoordenada da musculatura atrial. Brunner & Suddarth (2005, v.1, p.730) descreve: “Freqüência ventricular e atrial: a freqüência atrial varia entre 300 e 600, já a ventricular fica geralmente entre 120 e 200; Ritmos ventriculares e atrial: altamente irregulares; Formato e duração do QRS: Usualmente normais, mas podem ser anormais; Onda P: nenhuma onda P perceptível, definidas então como onda F; Intervalo PR: não pode ser medido; Relação P: QRS: muitas: 1”.

Fig 9: Demonstração da Fibrilação Atrial

Taquicardia Ventricular

Definida como três ou mais complexo ventricular prematuro em série, sua freqüência ultrapassa 100 bpm. Brunner & Suddarth (2005, v.1, p.732) descreve: “Freqüência ventricular e atrial: a freqüência atrial varia entre 100 e 200; Ritmos ventriculares e atrial: usualmente regulares; Formato e duração do QRS: duração de 0,12 segundo ou mais com formato bizarro eanormal; Onda P: muito difícil de detectar, d emodo que a frequência e o ritmo atriais podem ser indetermináveis; Intervalo PR: muito irregular ; Relação P: QRS: difícil de determinar, mas, se as ondas P estão aparentes, existem comumente mais complexos QRS que ondas P “.

Fig 10  Taquicardia Ventricular

Fibrilação Ventricular

É um ritmo ventricular rápido, porém desorganizado, que gera tremor dos ventrículos. Brunner & Suddarth (2005, v.1, p.733) descreve: “Freqüência ventricular : maior que 300 por minutos; Ritmos ventriculares: extremamente iregulares; Formato e duração do QRS: ondas sinuosas, irregulares, sem complexos QRS identificáveis “.
A fibrilação caracteriza-se por ser fina e grosseira. A FV grosseira indica início recente da arritmia, podendo ser facilmente revertida por desfibrilação elétrica. Já a fibrilação ventricular fina, normalmente já há um certo tempo desde o início da fibrilação ventricular, e a recuperação do ritmo sinusal é muito difícil. (Ref: 8)

Fig. 11 , Fibrilação Ventricular Grosseira

Fig. 12, Fibrilação Ventricular Fina

Assistolia Ventricular

Normalmente é chamada de linha plana, onde os complexos qrs estão ausentes, embora as ondas P possam ficar aparentes por uma curta duração em duas derivações diferentes.

Fig, 13 Assistolia Ventricular


Bloqueio átrioventricular de primeiro grau

Ocorre quando todos os impulsos atriais são conduzidos através do nódulo átrio ventricular pra dentro dos ventrículos, com uma freqüência menor que o normal.

 

Fig14 Bloqueio atrioventricular de 1º grau

Bloqueio atrioventricular de segundo grau, tipo I

Ocorre quando um único impulso não é conduzido através do nódulo átrio ventricular para dentro dos ventrículos.

Fig 15 Bloqueio atrioventricular de 2º grau, tipo I.

Bloqueio atrioventricular de segundo grau, tipo II.

Acontece quando, apenas parte dos impulsos atriais é conduzida através do nódulo átrio ventricular para dentro dos ventrículos.

Fig 16 Bloqueio átrio ventricular de 2º grau, tipo II

Bigeminismo e Trigeminismo

São extrasístoles, mostram-se seguindo uma frequência regular, onde Bigeminismo: presença de uma extrasístole e uma batida normal.E Trigeminismo: presença de uma extrasístole e duas batidas normais.Tem como características comuns dos bi(tri)geminismo auricular e ventricular: Ritmo irregular, Intervalo PR inferior a 0,20s, QRS inferior a 0,12s. (Ref: 7)

Fig. 17 – Bigeminismo Auricular

Fig 18 – Bigeminismo Ventricular

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